Kits merenda geram economia de até 100% para famílias e fazem a prefeitura virar referência nacional

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Com o marido afastado do trabalho devido a pandemia causada pelo Covid-19, a dona de casa Idalina Ribeiro da Silva já estava preocupada, pois não sabia como garantir a alimentação básica de seus quatro filhos. O alívio veio com a entrega dos kits merenda pela Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, que começaram a ser distribuídos nessa segunda-feira (23), aos alunos beneficiários do Programa Bolsa Família, que estudam na Rede Municipal de Ensino (Reme).

 

Acompanhada por três filhos que estudam na Escola Municipal Professora Ione Catarina Gianotti Igydio, no Jardim Noroeste, ela esteve na unidade, na manhã desta terça-feira (24), para buscar os quatro kits a que tem direito. Caso tivesse que comprar os sete itens que compõem o kit, a dona de casa afirmou que os R$ 300,00 pagos pelo Governo Federal não seriam suficientes para adquirir os produtos básicos do mês. “Achei muito bom esse kit e o mais importante é que se continuar sem aulas no próximo mês, vamos receber outro”, disse.

 

Também satisfeita estava Geni Martinez, que recebe R$ 80,00 de benefício por ter um filho cadastrado no Bolsa Família. Ela elogiou a iniciativa da gestão. “Ia gastar mais de 100 reais em compra de mercado e iria faltar dinheiro”, desabafou a dona de casa, que tem três filhos, mas apenas um se enquadra nas regras do Programa. “O feijão é o mais caro e é o que mais utilizamos. Foi uma ideia muito boa essa do prefeito porque vai ajudar muito a gente nesse momento”, frisou.

 

O afastamento do marido do trabalho devido a pandemia é motivo de preocupação também para a dona de casa Claudia Roseli dos Santos, que está com dificuldades para garantir a refeição básica para as onze pessoas da família. Mãe de Raiana, do 7º ano da Escola Municipal Ione Catarina, ela comemorou a entrega do kit. “Provavelmente iria gastar uns R$ 100,00 se fosse comprar. Foi uma atitude responsável da prefeitura em entregar esse kit, até porque os supermercados também estão fechando devido ao vírus”, pontuou. Só na escola “Ione Catarina”, 512 kits serão entregues.

 

 

 

Referência

 

A decisão de entregar um total de 20 mil kits merenda aos alunos beneficiários do Programa Bolsa Família levou a Prefeitura de Campo Grande a se tornar referência nacional e exemplo de agilidade na tomada de decisões quanto a garantia da alimentação dos alunos em situação de vulnerabilidade social durante o período de suspensão de aulas na Rede Municipal de Ensino (Reme).

 

Um dos exemplos de estado que estão entrando em contato com a Semed é São Paulo, que por meio da Secretaria de Educação enviou um e-mail oficial solicitando informações sobre a entrega dos kits. A principal dúvida dos gestores do governo de João Dória, segundo o superintendente de Gestão Administrativa Financeira e de Convênios da Semed, Walter Pereira, é de como realizar o processo seguindo as diretrizes legais do MEC.

 

“Nós estamos orientando essas prefeituras para que utilizem seus recursos próprios, mas estamos em conversa com o FNDE para que possamos ter autorização para utilizar os recursos que ainda temos disponíveis e atender estas situações de vulnerabilidade social”, ressaltou Walter.

 

Além de pedir orientações técnicas sobre o processo de distribuição dos kits, o e-mail, assinado pela diretora do Centro de Supervisão do Departamento de Alimentação Escolar do Governo de São Paulo, Gleice Carvalho, também elogiou a iniciativa da gestão. “Gostaria de parabenizá-los pela atitude e agradecer pelo auxílio”, destacou a diretora no texto.

 

Cada kit contém um pacote de arroz de cinco quilos, um pacote de feijão de um quilo, um pacote de um quilo de leite em pó, um pacote de 400 gramas de biscoito água e sal, um pacote de macarrão de 500 gramas, uma lata de extrato de tomate e uma lata grande de sardinha. A entrega ocorre nas 98 escolas de Ensino Fundamental da Reme, de forma programada.

 

As aulas na Reme foram suspensas por 20 dias, podendo ser prorrogadas por igual período, conforme decreto municipal nº 14.189, de 15 de março de 2020, como forma de combate ao Coronavírus.

 

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