Mato Grosso do Sul conquista prêmio nacional com política de combate à extrema pobreza

Riedel comemora reconhecimento do plano que reduziu a extrema pobreza de 2,7% para 1,6% em dois anos

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O Mato Grosso do Sul conquistou, nesta quinta-feira (27), o Prêmio Excelência em Competitividade 2026, concedido pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com a iniciativa “Sem Deixar Ninguém Para Trás”, desenvolvida pela Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead).

A premiação ocorreu durante o lançamento da 15ª edição do Ranking de Competitividade dos Estados e da 7ª edição do Ranking de Competitividade dos Municípios, na Casa Natura Musical, em São Paulo.

A vitória confirma o Governo de Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, como referência nacional em gestão pública: é o quarto ano consecutivo entre os finalistas do prêmio e a terceira conquista no período — Mato Grosso do Sul já havia vencido em 2023, com o Contrato de Gestão, e em 2025, com o MS Ativo Municipalismo.

A edição de 2026 bateu recorde histórico, com 403 iniciativas inscritas, provenientes de 23 estados brasileiros. Após avaliação de banca técnica de especialistas, seis políticas públicas chegaram à final. Mato Grosso do Sul foi a única iniciativa finalista da região Centro-Oeste e saiu vitoriosa.

Resultado que mudou a vida das pessoas

A iniciativa articula programas e soluções de proteção social – entre eles o Mais Social, Energia Social, Cuidar de Quem Cuida e MS Supera -, combinando atendimento imediato às famílias em vulnerabilidade com ações capazes de ampliar autonomia e inclusão.

A estratégia de busca ativa percorreu os 79 municípios sul-mato-grossenses usando o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) para identificar quem ainda não estava na rede de proteção e consolidando MS como o terceiro estado com menor taxa de extrema pobreza do Brasil.

Os números comprovam o impacto: entre 2022 e 2024, a extrema pobreza caiu de 2,7% para 1,6%, enquanto a proporção da população em situação de pobreza recuou de 23% para 17,7% – o que representa 44,6 mil pessoas fora da pobreza em dois anos.

“O programa tem por objetivo a erradicação da pobreza extrema a partir de premissas que envolvem diversas políticas públicas. A primeira é a condição do Estado crescer, se desenvolver, gerar oportunidade de emprego e renda. A segunda é a qualificação da educação para que essa oportunidade seja abraçada por todos”, afirmou Riedel.

O governador explicou que o governo identificou essas famílias e a dor de cada uma, seja no acesso ao emprego, à qualificação, ou a um mínimo necessário de dignidade em termos de alimentação e segurança alimentar. “O programa funcionou muito bem, tanto que saímos de 2,7% de pobreza extrema em 2022 para 1,6% agora, e vamos continuar trabalhando para erradicar a pobreza extrema no nosso estado”, disse.

“Esse projeto é fruto de uma indignação: um estado que cresce 6%, 7%, não pode pensar em deixar alguém para trás, em ter 2%, 2,5% em extrema pobreza. Essa indignação nos fez mudar o eixo e trabalhamos juntos para não deixar ninguém para trás”, acrescentou o governador.

Fábrica de boas políticas públicas

Para o diretor-presidente do CLP, Tadeu Barros, o Mato Grosso do Sul deixou de ser uma aposta para se tornar uma realidade. Ao definir o Governo Eduardo Riedel como “uma grande fábrica de boas políticas públicas”, Barros sintetizou o que os dados do Ranking têm mostrado: políticas que dão certo e que mudam indicadores reais de saúde, educação e segurança.

“Eu digo que o Governo do Mato Grosso do Sul é uma grande fábrica de políticas que dão certo e que mudam indicadores no Ranking, seja de saúde, de educação ou de segurança”, afirmou.

Ele observou que o Estado tem se destacado no cenário nacional. “É importante buscar sempre um Brasil com mais oportunidades, com mais emprego, com mais renda — e isso começa nos estados”, completou.

Barros destacou ainda que o reconhecimento transcende a premiação: o que coloca MS novamente entre os finalistas é a capacidade de inspirar o País com modelos replicáveis de gestão. Segundo o diretor, o Estado apresentou uma iniciativa que provou, na prática, que crescimento econômico e proteção social caminham juntos.

Invisíveis sociais

A secretária de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos, Patrícia Cozzolino, explicou que o resultado é fruto de uma inversão de conceito. Segundo ela, o programa localizou pessoas que não estavam recebendo benefícios socioassistenciais, embora tivessem perfil para isso — os chamados “invisíveis sociais”.

“Nós fomos atrás daqueles que chamamos de invisíveis sociais. Cruzamos diversas bases de dados, identificando pessoas que não estavam nem no CadÚnico”, explicou a secretária. Ela detalhou que, após o mapeamento das regiões, as equipes das secretarias foram de casa em casa procurando essas pessoas, que sequer imaginavam que tinham um auxílio estruturante do Estado.

“Em um segundo momento, foram monitorados dados como vacinação, escolarização, acesso à saúde, de uma maneira transversal. Esse projeto existe desde o primeiro ano do governador Eduardo Riedel e o resultado está aí”, ressaltou.

O secretário-executivo de Gestão Estratégica e Municipalismo, Thaner Castro Nogueira, avaliou a progressão do estado nas premiações do CLP como resultado de maturidade institucional. Para ele, o governador Eduardo Riedel vem liderando um processo de melhoria de gestão e governança, com uma cultura nova de organização administrativa forte e foco em resultado.

“O resultado é o reconhecimento nacional”, pontuou.

Gestão efetiva, não cosmética

Para o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o que aproxima os dois estados é exatamente a decisão de governar com dados, planejamento e olhar para quem mais precisa. Ao classificar a iniciativa sul-mato-grossense como “efetiva e não cosmética”, Leite reconheceu que a política de redução da pobreza extrema de MS não é propaganda, e sim gestão de resultado.

“O Ranking de Competitividade é uma importante referência para os estados, porque analisa vários pilares e indicadores — aquilo que consegue ser mais efetivo para a população”, disse Leite.

O governador gaúcho afirmou a importância de Mato Grosso do Sul ser liderado por um governador que se orienta a partir de indicadores e dados. “Um programa que reduz a extrema pobreza está fazendo com que o Estado cumpra o seu papel, que é governar para todo mundo, mas especialmente para quem mais precisa — e com ciência de gestão, com ciência de dados, com planejamento, para ser efetivo e não superficial, não cosmético apenas”, declarou.

O Mato Grosso do Sul venceu o prêmio ao lado de outros dois projetos: o Programa MEI RS Calamidades (Rio Grande do Sul) e o Programa Parceiro da Escola (Paraná).

TRAJETÓRIA DE MS NO PRÊMIO

2023 – Vencedor: Contrato de Gestão, categoria Destaque Boas Práticas. Foram mais de 150 políticas inscritas; seis chegaram à final e três foram premiadas.
2024 – Finalista: Centro de Inteligência GOVMS. Foram 292 iniciativas inscritas. MS chegou à final, ficando entre as seis melhores.
2025 – Vencedor: MS Ativo Municipalismo. Foram 333 políticas inscritas; seis finalistas e três vencedoras.
2026 – Vencedor: “Sem Deixar Ninguém Para Trás”. Vencedor em edição recorde com 403 iniciativas, ao lado do Rio Grande do Sul e do Paraná.

Resumo dos Indicadores de Mato Grosso do Sul — Ranking de Competitividade CLP 2026

O Ranking 2026 mostra um Mato Grosso do Sul com gestão pública e capital humano entre os melhores do Brasil, com trajetória de ascensão em solidez fiscal, segurança pública e infraestrutura rodoviária.

São destaques positivos da gestão:

Solidez Fiscal foi o maior destaque de melhora do Estado: subiu 6 posições. MS ocupa o 1º lugar de capital humano do Centro-Oeste e o 2º lugar nacional pelo 2º ano consecutivo no ranking geral.

Eficiência da Máquina Pública subiu para o 5º lugar do Brasil no pilar, impulsionado pela melhora no custo do executivo/PIB e pelo fato de agora ser o Nº 1 em equilíbrio de gênero no emprego público estadual.

Segurança Pública avançou 3 posições e ocupa a 6ª posição da Taxa de Crescimento.

Infraestrutura — dentro do pilar, dois indicadores de gestão direta do Estado também se destacam: qualidade de rodovias é agora a 2ª melhor do País (subiu mais uma posição) e o backhaul de fibra ótica é o 5º melhor (subiu 4 posições).

Sustentabilidade Social mantém MS no 8º lugar nacional, com melhorias em desigualdade de renda, acesso a saneamento básico (água e esgoto), mortalidade materna e mortalidade na infância.

Fotos: Saul Schramm

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