Menos de 10% das cidades atingem índice ideal de isolamento e MS continua na pior posição do ranking nacional

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Menos de 10% dos municípios de Mato Grosso do Sul cumpriram índice ideal de isolamento social nesta terça-feira (14.4). Mesmo com a enxurrada de informações sobre o perigo potencial de contágio do novo coronavírus, maior parte das cidades não fizeram o dever de casa e mais uma vez o Estado amarga o 1° lugar no ranking de pior isolamento social do Brasil com índice de 45,8%.

 

A média nacional de distanciamento social necessária para controlar a disseminação da Covid-19 no País é entre 60% e 70%. Entre as cidades sul-mato-grossenses apontadas pelo monitoramento com comportamentos exemplares estão: Bela Vista (76,9%), Jaraguari (72,7%), Ladário (65,5%), Dois Irmãos do Buriti (61,2%), Paranhos (61,2%) e Douradina (60%).

 

No sentido inverso, Bataguassu (37,8%), Corguinho (39,4%), Jardim (40,8%), Deodápolis (41,3%), Miranda (42%), Maracaju (42,2%), Bodoquena (42,8%), Água Clara (43,3%), Santa Rita do Pardo (43,5%), Bonito (43,8%), ocupam as últimas colocações no monitoramento das cidades.

 

Conforme boletim epidemiológico atualizado até as 10h desta quarta-feira (15.4) pela SES, o Estado possui 121 casos confirmados, 30 em investigação, e 4 óbitos em decorrência da Covid-19. No comparativo com as últimas 24 horas, houve a confirmação de seis novos casos.

 

Com 50% do total de casos confirmados de coronavírus no Estado, Campo Grande ainda se mantém com baixa adesão ao isolamento social. O monitoramento por geolocalização referente a terça-feira mostra a Capital com índice de distanciamento social de apenas 45%, ou seja, menos da metade da população ficou em casa.

 

Além do avanço significativo nos números, o excesso de pedidos para que a população fique em casa tem base científica. Estudo encomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) ao Instituto Cochrane – com base em 29 estudos – apontou que a quarentena aliada ao isolamento social reduzem em 44% até 81% o número de pessoas contaminadas, e em 31% até 63% o número de mortes por coronavírus (Sars-CoV-2).

 

 

 

 

Foto: Chico Ribeiro

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