O Ministério Público de Mato Grosso do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a Operação Crédito Fantasma, que investiga um grupo criminoso suspeito de aplicar golpes eletrônicos contra idosos, aposentados e beneficiários do INSS.
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A ação foi coordenada pela 10ª Promotoria de Justiça de Campo Grande em conjunto com a Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC/CI-MPMS), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de São Paulo, do núcleo de Campinas e das polícias Civil e Militar de São Paulo.
Mandados foram cumpridos em cidades paulistas
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Campinas e Guarulhos.
As equipes apreenderam celulares, computadores e documentos que devem auxiliar no avanço das investigações.
Grupo usava dados bancários e documentos falsos
Segundo o MPMS, os investigados se passavam por funcionários de bancos e instituições financeiras para enganar vítimas, principalmente idosos e aposentados.
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As investigações apontam que o grupo utilizava dados bancários obtidos ilegalmente e documentos falsificados para convencer as vítimas a realizar transferências bancárias via Pix.
Após os golpes, os valores eram distribuídos entre dezenas de contas bancárias com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro.
De acordo com o Ministério Público, um dos investigados movimentou mais de R$ 2,3 milhões durante o período apurado.
Investigação identificou dezenas de vítimas
A operação é resultado de análises de dados telemáticos e bancários realizadas pela Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos do MPMS.
Segundo os investigadores, dezenas de vítimas beneficiárias do INSS já foram identificadas ao longo da apuração.
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Os suspeitos poderão responder por crimes de estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
MPMS faz alerta sobre golpes bancários
O Ministério Público alertou a população para contatos suspeitos feitos por pessoas que se apresentam como funcionários de bancos ou financeiras.
Segundo o órgão, instituições financeiras legítimas não solicitam transferências bancárias, depósitos ou Pix para cancelamento de contratos, regularização de contas ou supostos estornos.
A orientação é que vítimas ou pessoas que recebam abordagens suspeitas procurem imediatamente as autoridades policiais e evitem compartilhar dados bancários ou realizar qualquer transferência financeira.







