Pandemia obriga mudança no método de ensino das escolas em Mato Grosso do Sul

Na imagem, Aguinaldo e o filho estudando via EAD

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A chegada da pandemia da Covid-19 obrigou mudanças na metodologia do ensino público e privado como forma de proteger a sociedade da contaminação da doença. Novas políticas públicas que que restringem atividades educacionais e vão desde a suspensão das aulas presenciais – transformadas em virtuais, até a antecipação de recessos escolares, foram adotadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e Município de Campo Grande.

Entre as pessoas que precisam conciliar trabalho, tarefas de casa e o ensino das crianças, está Thaynara Oliveira. Ela acompanha a irmã nas aulas online, já que a mãe não tem tempo e não sabe muito sobre a tecnologia.

Thaynara explica que logo após as aulas presenciais acabarem, a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) começou a organizar uma metodologia para implantar os estudos à distância. Depois de cerca de 3 semanas, foi enviado a primeira apostila por meio de um grupo no Whatsapp, que indicava aos pais imprimir e passar aos filhos. Neste mês, final do primeiro semestre, a irmã já recebeu a quarta apostila, que acredita ser a última. E apenas através de atividades, será feita a nota dos dois primeiros bimestres.

Sobre o processo de adaptação do ensino, a dificuldade está no português, que sente não conseguir explicar bem. Para a estudante, é difícil introduzir conteúdo novo a criança. Apesar disso, Thaynara está se adaptando bem ao AED, mas acredita nem todos estejam nessa a situação. Como as apostilas foram divulgadas por meio de grupos no Whatsapp e pelo site da SEMED, os pais que não tem acesso a internet podem ter sido prejudicados. Além disso, o conteúdo de estudos contém vídeos do Youtube para os alunos assistirem, o que também pode ser um impasse para aqueles que não tem meios de acesso.

Aguinaldo e o filho estudando remotamente.

As escolas privadas também aderiram a essa prática. Algumas cancelaram as aulas presencias, outras já escolheram antecipar as férias do meio do ano, mas depois se viram na necessidade de voltar as aulas pelo sistema AED. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a Defensoria Pública e a Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (PROCON), ofereceram um acordo para a redução de 10 à 15% das mensalidades escolares. Enquanto algumas recusaram, outras até aumentaram esse “desconto”. Como é o caso do colégio privado Despertar do filho do Aguinaldo Silvestre, que diminuiu em 25%. O pai acredita que o preço da escola aliviou na renda familiar e que não se preocupa mais em pagar uma escola cara apenas pra ter o ensino online.

Aguinaldo conta que se sentiu obrigado a se adaptar aos horários e as matérias. O maior empasse, para ele, é a deficiência no ensino, já que as matérias são poucas e fracionadas. Porém, para ele explicar demora em torno de 4 horas, pois, em sua opinião, os pais não possuem o preparo pedagógico dos professores, que ainda estão se acostumando com as vídeo aulas. Entre os locais fechados desde março, as escolas são, praticamente, as únicas sem autorização para retorno, por conter grande concentração de pessoas.

 

 

Foto: arquivo familiar

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