Operação ‘Flashback II’ e as ‘Damas do Crime’: novos mandatos de prisão no MS

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Foi deflagrada nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (28/7), em 11 Estados, a segunda etapa da Operação “Flashback”. O propósito é de desarticular a nova composição da facção que tem base no Mato Grosso do Sul, de onde saem as ordens de “justiça” para todo o Brasil, bem como desarticular a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Operação “Flashback II” é coordenada nacionalmente pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de Alagoas e conta com o apoio dos GAECOs de Sergipe, Pernambuco, Ceará, Bahia, Paraíba, Piauí, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

No Mato Grosso do Sul, o GAECO e a AGEPEN (Agência Penitenciária de Mato Grosso do Sul) cumprem 16 mandados de prisão e mandados de busca e apreensão.

A Operação “Flashback II” mobiliza uma força-tarefa articulada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, integrada por órgãos federais e órgãos estaduais de diversos Estados. O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria de Operações Integradas (SEOPI), do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC) e da Polícia Federal, atua em parceria com o Ministério Público Estadual/GAECO de cada Estado envolvido, articulando com órgãos da Segurança Pública.

Na totalidade, as forças integradas cumprem 212 mandados de busca e apreensão e de prisão, distribuídos em 71 municípios, localizados em quatro regiões brasileiras.

As “Damas do Crime”

Nas investigações da Operação “Flashback II”, desencadeadas pelas equipes da Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado) de Alagoas, ficou observado o protagonismo das mulheres ligadas ao PCC, com notado avanço na ocupação de cargos de chefia no organograma da organização criminosa. De acordo com os levantamentos minuciosos da referida unidade da Polícia Civil de Alagoas, as mulheres têm perfil igualmente violento quanto ao dos homens da facção quando definem julgamentos ocorridos nos tribunais do crime.

As que possuem funções disciplinares conduzem normalmente estes rituais, elaborando as suas “peças conclusivas”, que resultam em condenações ou absolvições. Elas aplicam as mais diversas penas, inclusive assassinando rivais ou mesmo membros transgressores do PCC.

Ficou constatado pela unidade especializada que o núcleo das “Damas do Crime” é composto por 18 mulheres e apenas um homem que, somados aos demais núcleos da operação, totalizam 39 mulheres alvos de mandados de prisão e busca e apreensão, que correspondem a 18% do total de alvos da operação.

Vale destacar que na fase I da Operação “Flashback”, apenas sete mulheres foram alvo de mandado judicial, o que agora corresponde a um aumento de 557% nesta segunda etapa.

Efetivo mobilizado

Para garantir o cumprimento de todos os mandados de prisão e demais trâmites cartorários, aproximadamente 1.000 policiais federais, civis e militares de todos os Estados onde a facção foi pontuada, foram envolvidos.

 

 

 

Imagem: Assessoria de Cominicação MP/Alagoas

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