Nove policiais civis são alvos de medidas judiciais na manhã desta quinta-feira (5), durante a Operação Infiltrados II, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). A investigação apura um suposto esquema de desvio de drogas apreendidas em ações policiais para posterior distribuição no mercado ilegal.
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As equipes cumprem quatro mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão em Dourados, Ponta Porã e Nova Andradina, em Mato Grosso do Sul, além de Santa Terezinha de Itaipu, no Paraná.
Segundo o MPMS, os investigados são policiais civis que, no período apurado, estavam lotados na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron). As suspeitas envolvem principalmente o desvio de cocaína entre junho de 2025 e maio de 2026.
Drogas apreendidas teriam sido devolvidas ao mercado ilegal
De acordo com as investigações, o grupo teria utilizado o acesso e a estrutura da própria delegacia para retirar entorpecentes apreendidos em operações policiais. O desvio poderia ocorrer durante as diligências, no depósito da unidade ou até mesmo no transporte das drogas para incineração.
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Depois de retirados da custódia policial, os entorpecentes seriam repassados a traficantes responsáveis por colocá-los novamente em circulação no mercado ilegal.
Um dos episódios identificados pelo Gaeco chama atenção pela quantidade de droga envolvida. Em setembro de 2025, mais de 500 quilos de cocaína teriam sido desviados durante o procedimento em que o material seria encaminhado para incineração.
A suspeita é de que policiais envolvidos no esquema tenham usado as funções públicas e os recursos disponíveis na unidade especializada para favorecer atividades criminosas que deveriam combater.
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Nove policiais são alvos da operação
As medidas cumpridas nesta quinta-feira atingem nove policiais civis que trabalhavam na Defron durante o período investigado. O MPMS não detalhou, no material divulgado, a identidade dos alvos nem a participação individual atribuída a cada um.
A operação contou com apoio da Corregedoria da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, do Batalhão de Choque e do Gaeco do Paraná.
Nome da operação faz referência à atuação dentro da segurança pública
O nome Infiltrados II faz referência à suspeita de que integrantes de uma organização criminosa teriam se infiltrado em estruturas de segurança pública e utilizado suas funções para facilitar atividades ilegais.
A investigação busca esclarecer a extensão do esquema, identificar a participação de cada suspeito e reunir provas sobre o possível desvio de drogas apreendidas.
As acusações ainda estão sob investigação. Os alvos são considerados suspeitos, e a responsabilidade criminal de cada envolvido dependerá da apuração e de decisão da Justiça.








