Operação nacional investiga grupo que aliciava adolescentes na internet após morte de menina de 13 anos em MS

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira (5), a Operação Lívia, uma ação de alcance nacional que mira uma organização criminosa suspeita de aliciar crianças e adolescentes pela internet. A investigação começou após a morte de uma adolescente de 13 anos, em Naviraí, e revelou um esquema de manipulação psicológica que atuava em diferentes estados do país.

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Coordenada pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), em parceria com o Ciberlab da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a operação contou com o apoio das Polícias Civis de Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará e Pará.

Durante a ofensiva, foram cumpridas seis medidas de busca e apreensão contra adolescentes investigados e um mandado de prisão contra um adulto, suspeito de integrar a organização criminosa. As ações ocorreram simultaneamente nos cinco estados.

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Segundo a investigação, o grupo utilizava diversas plataformas digitais para localizar adolescentes em situação de vulnerabilidade emocional. Após conquistar a confiança das vítimas, os criminosos passavam a exercer controle psicológico, incentivando práticas como automutilação, desafios de violência crescente, humilhações e exposição degradante.

De acordo com a Polícia Civil, em situações mais graves, as vítimas eram induzidas ao suicídio. A morte da adolescente de Naviraí foi o ponto de partida das investigações, que identificaram que o caso fazia parte de uma atuação criminosa estruturada e com alcance nacional.

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As apurações também revelaram outra vítima em um estado diferente, cuja identidade permanece em sigilo, além de indícios de que existam mais adolescentes afetados pelo grupo.

Durante o cumprimento dos mandados, policiais apreenderam celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos. Todo o material será submetido à perícia especializada para identificar novas vítimas, aprofundar as investigações e responsabilizar outros integrantes da organização.

Para acompanhar parte da operação, equipes da DEPCA foram deslocadas para os estados do Rio de Janeiro e do Ceará, enquanto as demais diligências foram executadas pelas polícias civis locais.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas fases da operação não estão descartadas, conforme o avanço da análise dos equipamentos apreendidos.

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