PF mira estrutura ligada ao PCC e cumpre 24 prisões em Campo Grande, Sonora, Pedro Gomes e outras cidades de MS

Operação Kathárisma cumpre 24 mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em oito municípios do Estado

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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (8) a Operação Kathárisma para desarticular uma estrutura criminosa investigada por ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) em Mato Grosso do Sul.

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A ação ocorre em oito municípios: Sonora, Pedro Gomes, Coxim, Aquidauana, Terenos, Corumbá, Anastácio e Campo Grande. Ao todo, foram expedidos 24 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão.

Segundo a Polícia Federal, as investigações apontaram a existência de uma estrutura organizada, dividida em diferentes níveis de atuação. Os investigadores também identificaram mecanismos próprios de comunicação utilizados pelos integrantes, além de informações relacionadas à identificação dos envolvidos e à movimentação financeira do grupo.

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A apuração busca esclarecer a participação dos investigados na organização criminosa e identificar as funções exercidas por cada integrante dentro da estrutura. O caso é investigado com base no artigo 2º da Lei nº 12.850/2013, que trata dos crimes relacionados à organização criminosa.

Mandados são cumpridos dentro de presídios

Em Campo Grande, parte da operação foi realizada dentro do sistema penitenciário. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em unidades prisionais da Capital.

Duas ordens foram executadas na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira (PEMRFG). A terceira foi cumprida no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (EPJFC), conhecido como Máxima de Campo Grande.

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A presença de alvos dentro das unidades prisionais faz parte da estratégia da investigação para apurar a comunicação e a eventual atuação de integrantes da estrutura criminosa.

Operação faz referência à “purificação”

O nome da operação, Kathárisma, tem origem grega e significa “purificação”. Segundo a Polícia Federal, a escolha faz referência à atuação das forças de segurança para desarticular a estrutura criminosa investigada.

A operação reúne medidas de prisão e busca e apreensão em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul, com o objetivo de interromper a atuação do grupo e avançar na identificação de seus integrantes e mecanismos de funcionamento.

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