Professores, acadêmicos e servidores da UFMS não querem o FUTURE-SE

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Servidores, professores e acadêmicos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS são veementemente contra o Future-se, programa anunciado pelo Ministério da Educação que visa a privatização da universidade pública. O futuro delas ficaria nas mãos de Organizações Sociais que assumiriam a gestão dos recursos, informa o SISTA-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

 

O MEC, que alega que a adesão estimularia a captação de recursos privados nas universidades públicas, mudou de estratégia, depois que quase 70% das universidades públicas brasileiras manifestaram contrárias à proposta. Ela vai mandar a matéria para o Congresso Nacional como proposta de Projeto de Lei.

 

O SISTA-MS, por sua vez chegou à conclusão de que o projeto é nocivo às universidades, depois de várias reuniões, debates e audiência pública, promovida pelos sindicatos e movimento estudantil, tratando do assunto. Diante disso, resolveram fazer um abaixo-assinado com milhares de assinaturas que serão encaminhadas à Reitoria da UFMS, ao COUN (Conselho Universitário) e a parlamentares da bancada de Mato Grosso do Sul, para que não aceitem essa proposta que o MEC encaminhará nos próximos dias.

 

O documento de adesão dos servidores, professores e acadêmicos foi elaborado em parceria pelas entidades que representam os profissionais da universidade, o SISTA-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), ADUFMS (Organização sindical dos docentes da UFMS) e outras entidades de classe. As assinaturas serão coletadas e encaminhadas ao reitor Marcelo Turine, antes do dia 31 de outubro, data em que será realizada reunião do Conselho Universitário – COUN, que irá votar posição da universidade em relação ao Future-se.

 

O SISTA-MS lembra que 68% das universidades públicas no Brasil já se manifestaram veementemente contra esse projeto Future-se que representa, na verdade, um retrocesso da educação superior no país.

 

Cléo Gomes, coordenadora geral do SISTA-MS informou que esse percentual das universidades públicas federais do país contra o projeto, poderá ser ainda maior. “Elas tomaram essa atitude depois de se debruçarem exaustivamente sobre o projeto. Assim como eles, nós também concordamos que pode ser extremamente prejudicial para as universidades e esperamos que a reitoria se posicione oficialmente contra, já que a maioria de seus estudantes, professores e servidores já demonstraram que não são favoráveis ao projeto”, comentou.

 

O SISTA-MS e demais entidades que representam professores e acadêmicos da UFMS entendem que no atual momento, os esforços devem ser concentrados para garantir a segurança orçamentária das instituições de ensino, que tem recebido violentos cortes e outras ameaças, como se o ensino não fosse nenhuma prioridade neste país.

 

“O Future-se é sim uma potencial ameaça à autonomia universitária e não leva em consideração também a articulação entre ensino, pesquisa e extensão, princípios que caracterizam as universidades públicas brasileiras”, afirmou Waldevino Basílio, coordenador geral do sindicato.

 

Logo após seu lançamento, projeto foi aberto para consulta pública. O MEC nomeou um Grupo de Trabalho composto por juristas para fazerem as alterações no texto prévio. Uma vez que, não atendia às regras estabelecidas pela legislação nacional. A nova minuta foi apresentada e o Future-se agora se apresenta como Projeto de Lei.

 

Conforme orientação do MPF, uma nova consulta pública será realizada. Nos restando apenas 3 semanas para discutir a nova minuta. Pois o MEC pretende entregar o projeto de lei do Future-se ao Congresso Nacional até 8 de novembro de 2019.

 

O SISTA-MS apela a todos os servidores, professores e acadêmicos para que façam resistência diante da tramitação desse projeto no Congresso Nacional. A próxima reunião do Conselho Universitário será no dia 31 de outubro às 14h. “Vamos fazer pressão para que a UFMS se some às demais universidades do país e diga NÂO ao projeto Future-se. Se passar esse projeto, pode ser o fim da universidade pública federal de Mato Grosso do Sul”, afirmou Cléo Gomes.

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