A discussão sobre a adoção de um modelo de gestão por meio de organizações sociais (OS) em unidades de saúde de Campo Grande ganhou respaldo do governador Eduardo Riedel (PP), que saiu em defesa da proposta durante coletiva nesta segunda-feira (27). A iniciativa prevê mudanças em duas unidades 24 horas, localizadas nos bairros Tiradentes e Aero Rancho.
Ao comentar o tema, Riedel destacou a necessidade de inovação na gestão pública e questionou as críticas feitas à proposta. “A gente quer mudar? Vai mudar fazendo da mesma maneira? Não. Eles estão tentando fazer diferente”, afirmou. O governador também defendeu que o debate seja aprofundado.
“A crítica vem por quê? Quem está por trás da crítica? Qual é a crítica? Vamos com profundidade entender o porquê que está sendo criticado”, disse.
Riedel reforçou que apoia a iniciativa apresentada pelo secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, com aval da prefeita Adriane Lopes, e ressaltou o caráter experimental da proposta. “Ele está falando o seguinte: vou pegar duas unidades e vou fazer diferente. Topam experimentar? Ver o que vai acontecer? Cadê a sociedade acompanhando ou experimentando?”, questionou. Para o governador, a medida busca alternativas para melhorar os resultados no atendimento. “Eu avalizo a iniciativa por ser uma busca de criar uma alternativa para fazer diferente e gerar um melhor resultado. É isso que a gente tem que fazer”, completou.
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Na mesma linha, o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões Corrêa, também defendeu o modelo e comparou a proposta com a atuação já existente em instituições hospitalares. “Ele trouxe a ideia de levar a gestão de duas unidades básicas de saúde para a iniciativa privada. A semelhança do que acontece aqui, não há nenhuma diferença”, afirmou, ao citar o funcionamento do Hospital de Câncer Alfredo Abrão.
Simões criticou a reação negativa ao projeto e classificou os argumentos contrários como ideológicos. “Se a sociedade civil organizada pode fazer a gestão de uma instituição de alta complexidade, como um hospital de câncer, não pode fazer de uma unidade básica de saúde?”, questionou. Para ele, o debate deveria estar superado. “Os argumentos utilizados são ideológicos. Nós já devíamos ter superado isso há muito tempo”, declarou, ao defender um voto de confiança à proposta.
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As manifestações ocorreram durante a inauguração do 5º andar do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande. O novo espaço, denominado “Ala Famílias do Agro”, conta com 32 leitos destinados ao atendimento oncológico e foi viabilizado por meio de doações de famílias do agronegócio.
O evento reuniu autoridades municipais e estaduais, além de representantes da sociedade civil, e serviu como pano de fundo para o posicionamento das lideranças sobre a adoção de novos modelos de gestão na saúde pública, tema que deve seguir em debate na Capital.








