O candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL) reuniu, na noite desta segunda-feira (24), produtores rurais, empresários, comerciantes e lideranças políticas em Campo Grande para defender a união do grupo conservador nas eleições de outubro. Durante o encontro, Azambuja fez críticas ao governo federal e pediu mobilização dos aliados para a disputa presidencial.
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O evento contou com a presença do senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), além da senadora Tereza Cristina (PP), do governador Eduardo Riedel (PP), do candidato ao Senado Capitão Contar (PL) e representantes do setor produtivo de Mato Grosso do Sul.
Em seu discurso, Reinaldo afirmou que a campanha exigirá mobilização para enfrentar o atual governo federal. Segundo ele, a estrutura política e administrativa do governo torna a disputa mais difícil, mas não impede a construção de uma alternativa nas urnas.
“Vamos ter realmente que arregaçar as mangas e ir para a rua se a gente quer derrotar o adversário, que é esse governo. O Brasil não aguenta mais quatro anos de PT”, declarou.
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Reinaldo mira 70% para Flávio Bolsonaro em MS
O candidato também estabeleceu uma meta para a disputa presidencial em Mato Grosso do Sul. Reinaldo defendeu que Flávio Bolsonaro alcance 70% dos votos válidos no Estado, contra 30% destinados ao candidato do PT.
“Nós queremos agora 70/30. Se fizermos esse percentual, estará bom demais. E é possível”, afirmou.
Para Azambuja, a composição política construída em Mato Grosso do Sul fortalece a candidatura do grupo. Ele citou a aproximação com diferentes lideranças, entre elas o senador Nelsinho Trad (PSD), que passou a integrar sua chapa como primeiro suplente, além dos apoios do ex-governador André Puccinelli (MDB) e da deputada federal Rose Modesto (União Brasil).
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Defesa de um Estado menor
Durante o encontro, Reinaldo também defendeu a redução da estrutura administrativa do poder público. Como exemplo, citou a quantidade de ministérios existentes no governo federal e comparou a estrutura brasileira com a de outros países.
“Será que o Brasil precisa de 38?”, questionou, ao mencionar o número de ministérios do governo federal.
O candidato lembrou ainda medidas adotadas durante sua gestão em Mato Grosso do Sul, quando, segundo ele, o número de secretarias estaduais foi reduzido de 19 para 11.
Azambuja também relacionou a política de redução da estrutura administrativa ao crescimento econômico do Estado. Segundo os dados apresentados por ele, Mato Grosso do Sul teria atraído mais de R$ 140 bilhões em investimentos nos últimos 11 anos e registrado crescimento anual entre 5,5% e 6%, enquanto a média nacional estaria próxima de 1,5%.
Rogério Marinho reforça mobilização
Responsável pela campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, o senador Rogério Marinho reforçou o discurso de união do grupo durante o evento.
Segundo ele, a eleição nacional será marcada por uma disputa direta entre os principais campos políticos, sem espaço para uma terceira alternativa competitiva.
“Não há terceira via no Brasil”, afirmou.
Marinho também destacou a importância da bancada de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional e defendeu a eleição de Reinaldo Azambuja e Capitão Contar para o Senado.
O senador afirmou ainda que o Estado poderá contribuir para a formação de uma bancada alinhada às pautas defendidas pelo grupo.
Setor produtivo participa do encontro
O encontro reuniu representantes de diferentes segmentos da economia sul-mato-grossense. Entre os participantes estavam o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen; o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni; o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Guilherme Bunlai; e o presidente da Federação das Associações Empresariais de Mato Grosso do Sul (Faems), Alfredo Zamlutti Júnior.
A presença das entidades reforçou o caráter político e empresarial do encontro, que teve como foco a mobilização para as eleições de outubro e a defesa da continuidade da aliança formada em torno da reeleição de Eduardo Riedel e das candidaturas de Reinaldo Azambuja e Capitão Contar ao Senado.
Ao longo do evento, as lideranças defenderam a união dos partidos e apoiadores para ampliar a presença do grupo nas ruas durante a campanha eleitoral









