Representatividade feminina: Mato Grosso do Sul elege cinco prefeitas e 164 vereadoras

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A representatividade feminina na política vem crescendo em Mato Grosso do Sul. Nestas Eleições Municipais, 164 mulheres ocuparão cadeiras nas câmaras de vereadores em todo o Estado. O número representa 58% a mais que nas eleições de 2016, quando 110 mulheres tinham sido eleitas.

Muito embora no poder legislativo a representatividade das mulheres tenha aumentado, houve redução no número de mulheres que comandará o executivo municipal nos próximos quatro anos: nas eleições de 2016 foram 7 eleitas, nesse anos apenas 5 mulheres comandarão as Prefeituras Municipais, o que representa uma redução de aproximadamente 28,5%.

A prefeita mais votada foi em Fátima do Sul. Ilda Machado (PSD) teve 7.027 votos, que correspondem a 60,18% dos votos válidos. A segunda que recebeu mais votos foi a prefeita de Corguinho Marcela Ribeiro Lopes (PSDB), eleita com 1.856 votos (59,01% dos votos válidos. Gerolina (PSD) foi eleita em Água Clara, com 3.605 votos (42,25% dos votos válidos). Em Naviraí, Rhaiza Matos (PSDB) teve 8.873 votos (36,49% dos votos válidos) e em Jardim a Dra Clediane (MDB) foi eleita com 4.608 votos (37,08% dos votos válidos).

Com relação ao cargo nas câmaras municipais, Três Lagoas teve 5 vereadoras eleitas, Amambai – que antes tinha apenas uma vereadora, passa a contar com 4 mulheres na Câmara de Vereadores, mesmo número de Sidrolândia e de Coronel Sapucaia, município que já tem tradição de eleger mulheres.

Dos 79 municípios sul-mato-grossenses, apenas 6 não terão nenhuma vereadora na próxima legislatura, são eles: Aquidauana, Batayporã, Camapuã, Maracaju, Pedro Gomes e Sete Quedas.

Para a Subsecretária de Estado de Políticas Públicas para Mulheres, Luciana Azambuja, um dos motivos para o aumento expressivo do número de mulheres eleitas é o trabalho de conscientização, com capacitações realizadas por meio de workshops pela SPPM. “Um dos eixos de atuação da Subsecretaria é o fortalecimento e participação das mulheres nos espaços de poder e decisão, temos buscado atuar de forma suprapartidária em todas as nossas ações, o resultado nas urnas reflete um anseio da população por maior representatividade na política e as mulheres a cada dia tem conquistado seu espaço e temos sim que comemorar esse aumento de vereadoras nos parlamentos municipais”, ponderou a subsecretária.

Outro fator relevante para a garantia de mais espaços das mulheres nas prefeituras está associado às cotas. Pela primeira vez, além dos 30% das vagas para se candidatar serem reservadas a elas, os 30% dos fundo eleitoral e partidário também ajudaram a fortalecer as campanhas das concorrentes.

Ainda de acordo com o TSE, em 2020, 33,15% das candidaturas foram de mulheres e, apesar de representarem 52,5% do eleitorado brasileiro, as mulheres representam apenas 45,3% das filiações partidárias.

O ano de 2020 já ficou marcado na história política do Estado pelo expressivo número de mulheres eleitas, espera-se que o feito se consolide e que nas próximas eleições tenhamos ainda “Mais mulheres na política e mais políticas para mulheres”.

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