Sequelas da Covid-19: paciente da Capital pode ser o 1º do Estado a desenvolver Fungo Negro

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A Secretaria de Estado de Saúde em Mato Grosso do Sul informa que recebeu notificação de provável caso de mucormicose, também conhecido como Fungo Negro, em paciente detectado para Covid-19 em Campo Grande.

O paciente tem 71 anos, com comorbidades Diabetes Mellitus e Hipertensão Arterial Sistêmica. Conforme as informações, ele começou sintomas da Covid-19 no dia 9 de maio.  No dia 18  realizou RT-PCR detectável para a doença quando deu entrada em UTI

O paciente havia sido imunizado para Covid-19 em 23 de março e 23 de abril. A suspeita do Fungo Negro apareceu no dia 28 do mês passado no olho esquerdo com equimose palpebral intensa e lesão necrótica superior poupando a borda, apresentando quemose conjuntival sanguinolenta e úlcera corneana.

Ele segue internado em estado grave.

O termo mucormicose é usado para se referir a toda infecção fúngica causada por fungo da classe Zygomycetes e ordem Mucorales. As pessoas contraem mucormicose entrando em contato com os esporos fúngicos no ambiente. Por exemplo, as formas pulmonares ou sinusais da infecção podem ocorrer depois que alguém respira em esporos. Essas formas de mucormicose geralmente ocorrem em pessoas que têm comorbidades ou utilizam medicamentos que diminuem a capacidade do corpo de combater algumas doenças.

A progressão da doença leva a uma sequência de sintomas que se iniciam com dor orbital unilateral ou facial súbita, podendo conter obstrução nasal e secreção nasal necrótica. Há a possibilidade de ocorrer lesão lítica escura na mucosa nasal ou dorso do nariz, celulite orbitária e facial, febre, ptose palpebral, amaurose, oftalmoplegia, anestesia de córnea, evoluindo em coma e óbito.

O tratamento envolve remover cirurgicamente todos os tecidos mortos e infectados. Em alguns pacientes, isso pode resultar em perda da mandíbula superior ou às vezes até mesmo do olho. A cura também pode envolver de 4 a 6 semanas de terapia antifúngica intravenosa. Como afeta várias partes do corpo, o tratamento requer uma equipe de microbiologistas, especialistas em medicina interna, neurologistas intensivistas, oftalmologistas, dentistas, cirurgiões e outros.

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