Serial killer: delegado acredita que assassino em série tenha feito mais de sete vítimas e divulga contato para denúncias

0

Investigado como autor da morte de sete homens já identificados e que tiveram os cadáveres e restos mortais encontrados, o pedreiro Cleber de Souza Carvalho pode ter assassinado mais pessoas. Essa é a suspeita do delegado da Delegacia Especializada de Homicídios (DEH) Carlos Delano, responsável pelo inquérito e que divulgou nesta terça-feira (19) o telefone de contato (67) 99238-4923 para denúncias.

Cleber matou todas as vítimas com golpes de pau ou ferro na cabeça e depois ocultou os corpos, em regiões isoladas de Campo Grande. Segundo a polícia, todas tinham o mesmo perfil para não serem procuradas após os desaparecimentos: eram homens que moravam sozinhos, sem contato com familiares ou que tinham a família distante.

Além disso, evidências indicam que essas pessoas foram mortas para terem os bens roubados pelo pedreiro. “De acordo com características das vítimas, podemos deduzir que a intenção inicial de Cleber era ficar com os seus bens delas: imóveis, carro ou moto”, diz Carlos Delano.

A série de crimes cometidos desde o ano de 2015 veio à tona a partir do assassinato de José Leonel ferreira dos Santos, 61 anos, ocorrido no dia 2 de maio, que teve a participação da filha de Cleber, de 19 anos, e foi o motivo da prisão de ambos. Já sob custódia da polícia, o pedreiro confessou os demais homicídios e, com muita frieza, detalhou como foram cometidos.

As vítimas identificadas até agora são: José Leonel Ferreira dos Santos, 61 anos; Hélio Taira, 73 anos; Flávio Pereira Cece, 38 anos; José Jesus de Souza, 44 anos; Roberto Geraldo Clariano, 48 anos; Claudionor Longo Xavier, da mesma idade; e Timóteo Pontes Roman, 62 anos.

O delegado reforça que conta com a colaboração de denúncias, sob total sigilo, para identificar possíveis outras vítimas do assassino em série.

Cleber e a filha estão presos preventivamente deverão ser indiciados por homicídio qualificado por motivo torpe e ocultação de cadáver, de acordo com o delegado da especializada, Carlos Delano.

Laura Holsback

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui