Policiais civis de Mato Grosso do Sul realizaram uma manifestação na manhã desta quinta-feira (29) em frente à Assembleia Legislativa, utilizando rap para expressar suas reivindicações. O protesto foi em resposta a um comunicado do Deputado Pedro Caravina, que afirmou que o governo não tinha condições de reajustar os salários da categoria, apesar da promessa de aumento desde o início do ano.

Entre as demandas estão: um reajuste de 28% no subsídio para alcançar o 6º melhor salário conforme prometido pelo governo; aumento do Auxílio Alimentação para R$ 800; implementação do Auxílio Saúde no mesmo valor concedido aos delegados de polícia; além de plantão voluntário remunerado e adicional de fronteira.

A letra do rap usado no protesto expressou descontentamento com horas extras não pagas, desrespeito à lei, falta de mudanças, riscos constantes, desvalorização e proteção exclusiva para delegados.

Alexandre Barbosa, presidente do Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), destacou que a manifestação busca apoio dos deputados para a criação de uma comissão de intermediação com o governo do Estado. “Protocolamos um ofício ao governo e, apesar de várias promessas, a categoria continua insatisfeita. O governo parece estar engessado”, afirmou.

Os policiais acompanharam a sessão da Assembleia Legislativa desta quinta-feira, onde o deputado Gerson Claro (PP) reconheceu a validade do movimento e prometeu formar uma comissão para discutir as reivindicações, solicitando, porém, a suspensão temporária da manifestação até a formação da comissão.

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