Whatsapp é canal de assédio eleitoral em 40% das ações na Justiça

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© Marcello Casal Jr./Agência Brasil
© Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O aplicativo de mensagens WhatAppé apontado como meio deassédio eleitoral em quase 40% das ações na Justiça do Trabalho. Os dados são de um levantamento do Centro de Pesquisas Judiciárias do TST, o Tribunal Superior do Trabalho.

A pesquisa analisou cerca de 140 processos ajuizados até dezembro do ano passado. Além do WhatsApp, citado por quatro em cada dez ações, as redes sociais também aparecem como canal usado para assédio eleitoral.  

O relatório chama a atenção ainda para a pressão realizada nesses meios, que vai além do local de trabalho: o constrangimento político acompanha o funcionário também na esfera social e familiar. 

Os pesquisadores também identificaram o assédio eleitoral em discursos intimidadores, comunicados corporativos, e-mails e inclusive em mobilizações obrigatórias, chantagens psicológicas e até ameaça de perda de emprego por causa de preferência política. 

Quase 90% dos processos foram ajuizados pelos próprios trabalhadores, e cerca de 12% pelo Ministério Público do Trabalho. 

Tipos de assédio

Segundo a pesquisa, o assédio pode ser vertical, quando empregadores ou gestores usam o poder para influenciar a escolha política do trabalhador; horizontal, quando se dá entre colegas no mesmo nível de hierarquia; de forma mista, quando colegas reforçam a pressão feita pela chefia;  ou institucional, quando a prática faz parte das políticas da própria empresa. 

O levantamento ressaltou a importância da combinação de diferentes fontes de provas, como testemunhas, documentos, áudios e mensagens de texto por WhatsApp ou e-mail para reconstruir o contexto das condutas e comprovar a prática de assédio eleitoral.

Já nos casos em que a prática não foi comprovada, a principal dificuldade foi a falta de registros formais, principalmente quando a pressão ocorre de forma velada.

Entre maio de 2023 e setembro deste ano, a Justiça do Trabalho somou mais de 800 processos relacionados a assédio eleitoral. Só neste ano, foram quase duzentas (189) ações.

Outro lado

A empresa Meta, responsável pelo Whatsapp, foi procurada sobre os dados da pesquisa, e informou que não iria comentar.

 

Fonte: Radioagência Nacional – EBC

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