Após meses, Justiça libera o ex-vereador Tiago Vargas da tornozeleira eletrônica.

Ex-vereador de Campo Grande poderá deixar de usar o equipamento de monitoramento eletrônico após decisão do juiz Albino Coimbra Neto. Condenação está relacionada a ofensas publicadas nas redes sociais contra o senador eleito Reinaldo Azambuja.

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O ex-vereador de Campo Grande Tiago Vargas foi autorizado pela Justiça a retirar a tornozeleira eletrônica que utilizava desde abril de 2026. A decisão foi proferida pelo juiz Albino Coimbra Neto, após a análise de um pedido apresentado pela defesa.

Conforme a decisão, Vargas já cumpriu 56% da pena de um ano e três dias de prisão e vem respeitando as condições impostas pelo regime aberto, sem registros de violações ao monitoramento eletrônico.

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A defesa solicitou a revogação da tornozeleira, a conversão do restante da pena em medida alternativa e autorização para que ele pudesse se deslocar até Pedro Gomes, onde exerce suas funções como investigador de Polícia.

O Ministério Público se manifestou contra a conversão da pena e a retirada do equipamento, mas foi favorável à concessão do livramento condicional.

Juiz considera cumprimento das condições da pena

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Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que o período já cumprido por Tiago Vargas atendia ao requisito temporal para a concessão do benefício. Também considerou que o ex-vereador vinha cumprindo regularmente as determinações judiciais.

Na decisão, Albino Coimbra Neto destacou que não havia notícias de descumprimento das regras do monitoramento eletrônico, motivo pelo qual considerou preenchido o requisito subjetivo.

Condenação envolve processo movido por Reinaldo Azambuja

O uso da tornozeleira eletrônica está relacionado à condenação de Tiago Vargas em um processo movido pelo então governador de Mato Grosso do Sul e atual senador eleito, Reinaldo Azambuja (PL).

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A pena estabelecida foi de um ano e três dias de prisão, além do pagamento de R$ 80 mil. O monitoramento eletrônico foi determinado como parte das condições para o cumprimento da condenação em regime aberto.

Em maio de 2025, a 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve a condenação do ex-vereador por declarações feitas nas redes sociais contra Azambuja.

Na ocasião, Vargas acusou publicamente o então governador de corrupção. A defesa alegou que as manifestações estavam protegidas pela imunidade parlamentar, mas os desembargadores entenderam que as declarações ultrapassaram os limites dessa garantia.

Justiça entendeu que houve excesso nas declarações

O relator do processo, desembargador Marcelo Câmara Rasslan, considerou que as acusações foram feitas sem apresentação de provas e que poderiam ter sido encaminhadas aos órgãos competentes para investigação, em vez de divulgadas publicamente.

Com a nova decisão, Tiago Vargas fica autorizado a retirar o equipamento de monitoramento eletrônico, conforme as condições estabelecidas pela Justiça.

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