Coronel David defende aberturas de igrejas e declara: “no momento de pandemia, as pessoas precisam ter fé e acreditar em Deus”

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Foto: Pedro Ernesto

O parlamentar chama atenção para a liberdade religiosa prevista na Constituição Federal e alerta sobre a importância da fé em um período de pandemia

“No momento de pandemia, as pessoas precisam ter fé e acreditar em Deus”. A declaração foi dada pelo deputado estadual Coronel David (sem partido), nesta quarta-feira (7), ao defender a realização de missas, cultos e cerimônias religiosas, seguindo os protocolos de biossegurança para evitar o contágio do coronavírus, conforme o critério de liberdade religiosa previsto na Constituição Federal. A proibição do funcionamento das igrejas será julgada hoje pelo Supremo Tribunal Federal. 

Durante a sessão remota da Assembleia Legislativa, o parlamentar chamou atenção para a impossibilidade da realização de cultos, missas e cerimônias religiosas em alguns locais como medida de prevenção contra a covid-19. 

“Nossa Constituição Federal, no seu artigo 5º no inciso 6º permite a liberdade religiosa e, neste momento de pandemia, as pessoas precisam ter fé e acreditar em Deus, porque para Deus tudo é possível. Quando os homens falham e os remédios não atingem o objetivo, eu vejo muitas pessoas fechando os olhos, rezando ou orando e pedindo a Deus para que essa doença seja afastada de nós”, disse, lembrando ainda do período difícil em que foi diagnosticado com a covid-19. 

Para o parlamentar, é contraditório o fato de alguns prefeitos e governadores restringirem as cerimônias religiosas por meio de decretos, sob o argumento de defesa da saúde, enquanto outras atividades funcionam normalmente, ainda que favorecendo a aglomeração, ao citar a lotação nos ônibus coletivos. 

“Eu me espanto de ver que as pessoas têm todo esse cuidado com as igrejas e templos que estão seguindo as medidas sanitárias de segurança e essas mesmas pessoas não veem os nossos ônibus todos lotados, em todos os horários. Parece que só na igreja tem vírus e dentro do ônibus não tem”. 

O deputado estadual teme que a questão do enfrentamento à covid-19 seja, mais uma vez, politizada.

A expectativa do parlamentar é que o STF leve em consideração o direito fundamental da liberdade religiosa e “não se deixe levar pela política”. “É só isso que eu peço. O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição e tem a responsabilidade de prezar pelo respeito aos princípios constitucionais, como a liberdade religiosa. Porque em momentos de dificuldades, como esse que estamos vivendo, é importante termos fé para enfrentar essa situação, precisamos continuar a acreditar em Deus e a gente precisa acreditar também nos homens que aplicam a lei aqui entre nós”,finalizou. 

IMPASSE- Decisões opostas de ministros do Supremo sobre a realização de cerimônias religiosas durante a pandemia motivaram o órgão a agendar um julgamento sobre a questão. 

Enquanto o ministro Gilmar Mendes decidiu manter a proibição de cultos religiosos determinada pelo governador João Dória, de São Paulo, o também ministro Nunes Marques, em nova decisão, liberou a realização de cultos e missas em todo o país. 

O julgamento desta quarta-feira (7) deve pôr um fim ao conflito.

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