Delegado preso na Omertà é posto em liberdade mediante uso de tornozeleira, ‘toque de recolher’ e R$ 26 mil de fiança

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O delegado Márcio Shiro Obara, que havia sido preso no dia 18 de junho na 3ª fase da Operação Omertà, por envolvimento em corrupção, foi posto em liberdade por decisão da 1ª Vara Criminal de Campo Grande.

Conforme consta nos autos, a prisão preventiva foi substituída por cumulativas cautelares e condições, como o uso de tornozeleira eletrônica – inicialmente por 180 dias e ‘toque de recolher’. Ou seja, Márcio Obara está proibido de sair às ruas entre as 20h e 6h, de segunda à sexta. Aos fins de semana deve permanecer em domicílio as 24 horas de sábado e domingo.

Também foi determinado a Obara pela Justiça o pagamento de fiança no valor de R$ 26.125 mil, que correspondem a 25 salários-mínimos vigentes.

Omertà

Márcio Shiro Obara tornou-se réu em processo por corrupção passiva desde que foi alvo do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), operação Omertà. Conforme as informações, o delegado ocultou provas relacionadas ao assassinato do policial militar reformado Ilson Martins de Figueiredo, ocorrido em 11 de junho de 2018.

Na época do crime, Obara atuava na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio (DEH) que ficou responsável pela apuração. No entanto, em apoio à milícia que determinou o assassinato, a autoridade policial escondeu prints de conversas de WhatsApp que Ilson havia trocado com uma pessoa identificada apenas como “padrinho”.

No diálogo que estava no carro da vítima, dentro de em envelope identificado como “dossiê”, “Padrinho” revelava a Ilson que a sua morte já havia sido decidida, em Ponta Porã, e que não conseguiria reverter. Dizia, ainda, que uma pessoa já havia sido assassinada por envolvimento no sumiço do filho de Fahd Jamil Georges.

 

 

Imagem: Divulgação

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