MS tem variação percentual de 46% entre a cidade que mais e menos cumpre o isolamento social

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Enquanto a taxa média do isolamento social no Brasil é de 53,30%, Mato Grosso do Sul continua entre os estados que menos tem atendido as recomendações com índice de 45,90%. Esse resultado é a soma da participação dos municípios nas medidas de enfrentamento a Covid-19. Dados do monitoramento por geolocalização desta quarta-feira (8.4) mostram variação percentual de 46% entre a melhor e a pior cidade do ranking das cidades.

 

No topo do ranking da população que mais ficou em casa ontem, está Jaraguari com taxa média de 82,50% de isolamento social. Entre os 10 municípios com melhores índices estão: Vicentina (70,3%), Ladário (69,9%), Japorã (67,7%), Douradina (66,7%), Laguna Carapã (65,1%), Jateí (65%), Tacuru (64,1%), Aral Moreira (63,6%) e Coronel Sapucaia (61,9%).

 

O cenário inverso foi registrado em Jardim onde apenas 36,80% permaneceu no raio de 450 metros de sua residência nesta quarta. Apesar de o município ainda não ter nenhum caso da doença, desde segunda-feira (6.4) o comércio na região voltou a funcionar após a prefeitura revogar o decreto que determinava o fechamento. Na sequência das menores taxas de isolamento estão: Mundo Novo (37,4%), Naviraí (39%), São Gabriel do Oeste (39,3%), Figueirão (39,5%), Bodoquena (39,6%), Rio Verde de Mato Grosso (40,7%), Coxim (40,9%), Aparecida do Taboado (41%), e Maracaju (41%).

 

A Capital apresentou uma pequena melhora na taxa média de isolamento social no comparativo com os dois primeiros dias da semana com 45,9%. Na terça o monitoramento apontou isolamento de 41,5% e na segunda de 42,1%. Porém o número de casos de coronavírus em Campo Grande é o maior do Estado com 48 confirmados.

 

Apesar de todas as medidas e esforços dos governos federal, estadual e municipal, o comportamento da população nos municípios é fundamental para evitar um possível colapso no sistema público de saúde que não só em Mato Grosso do Sul, mas em todo País, não possui estrutura para “cuidar” de todos os possíveis infectados pelo coronavírus.

 

A base de dados da In Loco, que usa como referência 60 milhões de telefones celulares existentes no País, tem sido utilizada por cientistas e autoridades em saúde para estudar o comportamento da população e como isso tem refletido no aumento dos casos confirmados. Foi comprovado que o aumento da reclusão no fim do mês de março evitou infecções e internações. Porém a queda do isolamento nos últimos dias pode mudar o cenário nas próximas semanas.

 

Diante disso, autoridades como ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, governador, Reinaldo Azambuja, e secretário de saúde, Geraldo Rezende, têm reforçado que a única medida eficaz para evitar o pico da doença é manter o isolamento social e manter os cuidados de higiene e uso de máscaras. “Só vamos ser vitoriosos se cada um dos 2,62 milhões de moradores de MS atenderem o nosso apelo e derem sua contribuição”, destaca o secretario de saúde.

 

Boletim Epidemiológico

 

Conforme boletim epidemiológico da Covid-19 atualizado desta quinta-feira (9.4), apresentou quatro novos casos confirmados em Mato Grosso do Sul, totalizando 89. A SES monitora outros 34 casos suspeitos.

 

Dos 89 casos confirmados, 27 estão em isolamento domiciliar, 37 já finalizaram a quarentena e estão sem sintomas. 16 estão internados, sendo sete em hospitais públicos e 9 em hospitais privados. Sete pacientes tiveram alta hospital e há registro de duas mortes.

 

Para consultar o boletim completo acesse: www.coronavirus.ms.gov.br.

 

 

 

 

 

 

Foto: Edemir Rodrigues

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