Pesquisa eleitoral em Nioaque é novamente suspensa por suspeita de irregularidades

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Novamente, após cancelamento da tentativa da publicação de uma primeira pesquisa, a Juíza da 45º Zona Eleitoral de Nioaque, Larissa Luiz Ribeiro, concedeu, nesta terça-feira (6), nova liminar para determinar a suspensão da nova pesquisa eleitoral que havia sido publicada no dia 12 de outubro.

 

Novamente, irregularidades detectadas na metodologia da pesquisa feita pelo Instituto Ranking de Pesquisa Ltda, registrada sob o número MS-01823/2020, que visava aferir as intenções de voto para as eleições 2020 em Nioaque, cidade a cerca de 180km da capital sul-mato-grossense. A pesquisa, foi suspensa após ser impugnada pela coligação “Avante Nioaque”, que reúne os partidos do MDB, PDT, DEM e PL, que tem como candidata a prefeita Ilca Domingos e como vice-prefeito Dr. Wendell, com multa diária de R$ 5 mil caso a pesquisa continue sendo publicada.

 

O motivo alegado para a impugnação foi com relação a metodologia que seria utilizada, já que a divulgação poderia influenciar a real intenção de votos, causando prejuízo ao pleito eleitoral no município, e estaria beneficiando ilegalmente determinado candidato, no caso, o atual prefeito, Valdir Júnior, que apareceu com 55% das intenções de voto, mesmo não tendo sido pesquisadas 50% dos assentamentos, chácaras, sítios e fazendas do município, além dos quilombolas. Segundo a decisão da magistrada, a liminar foi concedida por risco de influenciar ilegalmente o eleitor. Na decisão a juíza fundamenta que “o Município de Nioaque/MS possui uma alta população indígena, bem como rural, assim não é possível reduzir a pesquisa, ou realizá-la de maneira genérica, sem induzir os eleitores, mesmo que indiretamente. Já que a grande maioria, não será entrevistada, ou não saberemos como se deu essa pesquisa (ausência de especificação na área rural”.

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