A experiência acumulada à frente da Secretaria de Estado da Cidadania é um dos pontos que Viviane Luiza pretende levar para sua atuação na Câmara Federal. Durante a gestão, percorreu os 79 municípios de Mato Grosso do Sul, acompanhou diferentes realidades e trabalhou na execução de políticas públicas voltadas a diferentes segmentos da população.
Viviane afirmou que a passagem pelo Executivo permitiu identificar dificuldades na execução das políticas e situações em que mudanças na legislação podem ser necessárias. “Precisamos fazer com que elas sejam executadas de uma maneira que realmente chegue à vida das pessoas e, em alguns casos, fazer ajustes na legislação”.
Segundo Viviane, a experiência de gestão também permite identificar onde estão as lacunas das políticas públicas. “A experiência no Executivo permite enxergar onde existem ausências ou pontos que precisam ser aperfeiçoados para a política pública funcionar melhor na ponta”.
A passagem pelos municípios também é apontada por ela como parte importante dessa experiência. Ao falar sobre a atuação à frente da Secretaria, Viviane destacou o contato com diferentes realidades de Mato Grosso do Sul e a necessidade de considerar as características de cada território na formulação das políticas.
A experiência também envolveu a articulação com o Governo Federal. Viviane relatou que, durante a gestão, buscou recursos em Brasília e trabalhou com ministérios para ampliar iniciativas desenvolvidas em Mato Grosso do Sul. “Quando estava na Secretaria da Cidadania busquei recursos em Brasília e trabalhando com ministérios, percebi que poderíamos ampliar aquilo que funciona”.
Para ela, iniciativas que apresentam resultados em Mato Grosso do Sul também podem ser ampliadas para outras regiões quando houver condições e características semelhantes. “Aquilo que está dando certo aqui não precisa ficar restrito a Mato Grosso do Sul. Podemos ampliar programas e experiências para outros estados, quando fizer sentido”.
*Exemplo de mudança na legislação*
Entre as situações que Viviane identifica como uma lacuna a ser enfrentada está a realidade das mães atípicas que deixam o mercado de trabalho para cuidar dos filhos.
A candidata defende que a mãe cuidadora tenha um período de transição antes de perder imediatamente essa renda, caso de falecimento do membro da pessoa assistida. A proposta apresentada por ela prevê a manutenção do benefício por mais um ano, para que a cuidadora possa se reorganizar, buscar qualificação e retomar o mercado de trabalho.
“Ela não pode perder a pessoa de quem cuidou e, no dia seguinte, já precisar resolver imediatamente como terá dinheiro para continuar vivendo”.
*Gestão e dados*
Viviane também relacionou sua experiência de gestão à utilização de dados para identificar necessidades e orientar políticas públicas. Ao falar sobre o Observatório da Cidadania, ela afirmou: “Se eu tenho esses dados e evidências, eu vou saber qual é o município que está envelhecendo mais, qual é essa política pública que eu tenho que fazer para que seja efetiva e assertiva”.
Ao explicar sua decisão de entrar na política, resumiu a relação entre a candidatura e sua experiência anterior: “Pensar em estar na política é realmente para que a gente apresente aquilo que já fui testada numa gestão”.






