Pantanal: após 3 dias de combate intenso, bombeiros controlam fogo que destruiu 2 mil hectares

Fogo já destruiu extensa área de vegetação nativa na região da Serra do Amolar, Norte de Corumbá. Foto: IHP

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Os bombeiros conseguiram controlar um incêndio de grandes proporções no Pantanal da Nhecolândia, a Leste de Corumbá, evitado uma devastação dos campos, pela força das chamas, e mais prejuízos aos proprietários e ao meio ambiente. Apesar do intenso combate, durante três dias, no entanto, o fogo consumiu mais de dois mil hectares de duas fazendas.


“Se não fosse a ação deles (bombeiros), com certeza teria queimado tudo. Tivemos duas invernadas 100% consumidas e a fazenda do lado, a Paiol, de onde veio o fogo, foi devastada”, relatou Maria Regina Zanetti Sebben Camponez, proprietária da Fazenda Ita, situada na confluência dos pantanais da Nhecolândia e Paiaguás.

Nove bombeiros atuam no trabalho de campo para debelar as chamas, com o apoio dos peões e maquinários das fazendas. O acesso por terra, via MS-228 (Curva do Leque) e estradas boiadeiras, contribuiu para uma ação mais rápida, informou o tenente-coronel bombeiro Frederick Caldeira, que coordena as operações antifogo do Corpo de Bombeiros em Corumbá.

“Graças ao excelente trabalho e auxílio dos bombeiros e a estrutura das fazendas conseguimos controlar a extensão do fogo, evitando o pior”, conta Maria Regina. A fazenda Conquista, vizinha da Ita, se resguardou fazendo aceiro e auxiliou no combate aos incêndios cedendo seu maquinário. Na Ita, o fogo queimou cerca de 800 hectares, e na Paiol, 1.300 hectares.

Vigilância permanente

 

Além das equipes que estão combatendo os focos de calor na Nhecolância e na Serra do Amolar, onde nove bombeiros atuam ao lado dos brigadistas do PrevFogo para controlar os incêndios na beira do Rio Paraguai e da morraria, o Corpo de Bombeiros mantém dez homens e quatro viaturas para atender casos emergenciais no entorno de Corumbá.

 

O tenente-coronel Caldeira informou que há um alerta permanente devido a ocorrência de focos de calor na fronteira com a Bolívia, a Oeste da cidade, que amanheceu neste sábado (8/8) sem o incômodo da fumaça e fuligem. Uma equipe deslocou-se para a região da Estrada-Parque (MS-228/MS-184) para vistoria dos focos de calor e trabalho de educação ambiental

Fotos: Divulgação

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