Ricardo Ayache anuncia reajuste de R$ 35 para R$ 450 para cônjuges da Cassems e revolta servidores em MS

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O anúncio de um reajuste que eleva de R$ 35 para R$ 450 a contribuição fixa dos cônjuges de beneficiários da Cassems provocou reação entre servidores públicos de Mato Grosso do Sul. A mudança, confirmada nesta semana pelo presidente da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado, Ricardo Ayache, passa a valer na competência de maio de 2026, com vencimento em junho.

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O aumento representa uma mudança significativa no custo mensal para milhares de famílias vinculadas ao plano de saúde dos servidores estaduais. Apesar de a direção da Cassems afirmar que a medida foi tomada após estudos técnicos e diante de um déficit crescente no grupo de cônjuges, o reajuste gerou questionamentos pelo impacto financeiro direto aos beneficiários.

Segundo dados apresentados pela operadora, os cônjuges arrecadaram cerca de R$ 61 milhões nos últimos 12 meses, enquanto as despesas assistenciais desse grupo ultrapassaram R$ 250 milhões. De acordo com a Cassems, isso gerou um déficit de aproximadamente R$ 189 milhões.

A operadora sustenta que, para cada R$ 1 arrecadado com os cônjuges, houve gasto de R$ 4,08 em despesas médicas e hospitalares. A instituição também argumenta que o aumento dos custos da saúde suplementar, impulsionado pelo envelhecimento da população e pela incorporação de terapias e medicamentos de alto custo, pressionou o sistema.

Ainda assim, o reajuste chamou atenção pela diferença expressiva entre o valor anterior e a nova cobrança. Beneficiários passaram a questionar a ausência de uma transição gradual ou de alternativas menos impactantes para os dependentes afetados.
A Cassems informou que não haverá alteração nas mensalidades dos titulares nem dos filhos dependentes. As cobranças dos cônjuges serão feitas prioritariamente por boleto bancário e Pix Automático, com possibilidade de desconto em folha mediante autorização presencial do titular.

A direção da operadora afirma ainda que adotou medidas de contenção de gastos antes do reajuste, incluindo ações de eficiência administrativa e controle de desperdícios, que teriam gerado economia superior a R$ 104 milhões no último ano.
Mesmo com o aumento, a Cassems defende que o plano continua com custo abaixo da média praticada pelo mercado privado. Segundo a operadora, a contribuição média dos beneficiários passará de R$ 528 para R$ 592, valor que ainda estaria abaixo de planos equivalentes oferecidos pela rede particular.

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